Alice no País das Maravilhas

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Alice já estava cansada de ficar sentada junto com sua irmã, sem nada para fazer. De vez em quando ela espiava o livro que sua irmã estava lendo, mas ele não tinha nenhuma figura e nem diálogos, “então, para que serve o livro?”, pensou Alice “sem gravuras ou conversas?”. E Alice mesmo estando sonolenta e com preguiça (por conta do calor que estava naquele dia) pensou consigo “Será que vale a pena fazer uma correntinha de margaridas?” Ela achou que o esforço compensaria sim, então foi pegar as margaridas. Quando de repente surgiu um Coelho Branco com olhos cor de rosa que correu para perto dela.
O Coelho tirou um relógio do bolso para ver que horas eram. Ele balançou a cabeça, e depois entrou rapidamente na toca e sumiu. “Ah,eu tenho que descobrir por que esse coelho está com tanta pressa!” gritou Alice. Cheia de curiosidade, ela correu para a toca do coelho e ficou olhando. O buraco da toca cresceu de repente, e a Alice caiu dentro dele.
Ela ficou caindo por um longo tempo e de repente parou em cima de uma mesa que tinha três pernas, toda feita de vidro. E em cima da mesa, havia apenas uma pequena chave de ouro.
Ela então olhou em volta e viu uma cortina baixinha, e por trás da cortina havia uma portinha minúscula. Alice tentou abrir a portinha com a pequena chave de ouro, e para sua alegria a porta abriu! Ela olhou pela portinha e avistou um lindo jardim, mas ela não podia ir para lá, pois Alice era muito grande para passar pela portinha.
Aí, ela olhou novamente para a mesa de três pernas e viu uma garrafa verde. Nela estava escrito “BEBA-ME”. Curiosa, Alice pegou a garrafa e bebeu toda a poção. Depois disso, ela começou a encolher, encolher até que ficou do tamanho de uma bonequinha.
Alice abriu a portinha correu e entrou. “Que jardim mais lindo!” ela exclamou. “Nossa, eu sou do mesmo tamanho que os insetos que ficam nessas flores.” A animação de Alice desapareceu rapidamente. Ela ficou cansada de ser pequenininha. “Eu quero ser grande de novo!” ela gritou. Esse grito assustou o Coelho Branco, que passou correndo por ela novamente. O Coelho confundiu Alice com a empregada dele e ele ordenou: “Vá para minha casa e busque minhas luvas e meu leque”. Alice ficou confusa com esse comportamento do Coelho. “Talvez eu ache algo na casa do coelho que me ajude a sair daqui”, disse ela cheia de esperanças.
Enquanto estava saindo da casa do coelho, ela viu um pedaço de bolo de chocolate que alguém deixou em uma mesa perto da porta. Do lado do bolo, viu um bilhete escrito “COMA-ME”. “Eu estou tão faminta,” disse Alice enquanto comia o bolo. De repente ela sentiu-se estranha e percebeu - “Ah, não! Eu cresci tanto! Estou maior do que a casa inteira” gritou.
“Saia do meu caminho! Você está bloqueando a porta!” gritou o Coelho Branco. Alice foi pegar o leque do Coelho. Imediatamente, ela começou a encolher novamente. É que ela não sabia que o leque era mágico, foi ele quem a fez encolher. “Ah, não… Eu nunca vou voltar ao meu tamanho normal,” disse ela, buscando alguma ajuda.
Logo depois, ela viu um lagarto verde, vestido com uma jaqueta cor de rosa. Ele estava sentado em cima de um grande cogumelo, fumando um cachimbo de ar. “Um lado te faz grande, e outro te faz pequena”, disse ele para Alice e depois foi embora se arrastando. “Um lado.. de quê?” Alice perguntou ao lagarto. “O cogumelo, bobinha,” ele respondeu. Alice então comeu um pedaço do cogumelo. “Ai, ainda bem! Estou crescendo! Mas para que lado devo ir agora?”
“Aquele caminho ali te levará até o Chapeleiro Maluco. E o outro lado te levará até a Lebre de Março”, disse uma voz. Alice olhou para procurar essa voz e viu um Gato Risonho em uma árvore. “Eu verei você depois, lá no jogo da Rainha”, disse ele antes de desaparecer.
Havia uma mesa posta de baixo de uma árvore na frente da casa. A Lebre de Março e o Chapeleiro Maluco estavam lá, sentados tomando um chá. Um Rato estava sentado entre eles, ele estava dormindo, e outros dois ratos estavam usando-o como uma almofada, descansando seus cotovelos nele, e conversando entre eles. “O Rato deve estar muito desconfortável.” pensou Alice “mas como ele está dormindo, não deve estar nem ligando.” A mesa era grande e larga, mas todos eles estavam sentados apertadinhos em um canto. “Não tem mais espaço, não tem mais espaço!” gritaram eles quando viram a Alice chegando perto. “Mas tem muito espaço aí sim.” disse Alice indignada. E sentou-se em uma cadeira grande, na outra ponta da mesa. “Beba um pouco de vinho.” Disse a Lebre de Março, encorajando Alice. Ela então olhou para a mesa, mas não havia nada além de chá. “Eu não estou vendo o vinho” disse ela. “Não temos vinho”, disse a Lebre de Março. “Não foi nada educado você ter oferecido, então”, disse Alice com raiva. “Não foi nada educado você ter sentado à mesa sem ter sido convidada”, disse a Lebre de Março. “Eu não sabia que a mesa pertencia a você. Ela foi feita para muito mais do que apenas três ocupantes” disse ela. “Você pode ficar, mas tem que responder o meu enigma” disse a Lebre de Março.
“Qual é a semelhança entre o corvo e a escrivaninha?” Alice ficou muito intrigada. Esse enigma parecia muito absurdo, não tinha lógica nenhuma. “Eu não estou entendendo você”, disse Alice, de forma educada e suave. “Você ainda não descobriu a charada?” disse o Chapeleiro Maluco. “Eu desisto, qual é a resposta?” “Não tenho a menor idéia da resposta”, disse o Chapeleiro. “Nem eu”, disse a Lebre de Março. Alice suspirou. “Acho que você poderia fazer algo melhor com o seu tempo do que gastá-lo com charadas sem resposta”, disse Alice, e continou sua caminhada.
De repente Alice se viu no meio de um campo onde a Rainha de Copas estava jogando críquete. Os guardas da Rainha tinham o formato de cartas de baralho. Havia um jardineiro que tinha plantado rosas brancas por engano. Para consertar, ele estava pintando essas rosas em cor vermelha. “Cortem a cabeça! Eu odeio rosas brancas!”, gritou a rainha.
A Rainha de Copas percebeu que Alice estava lá, e perguntou a ela “Você já jogou críquete?” “Sim”, respondeu Alice timidamente. “Mas eu nunca usei um flamingo ou um ouriço.” “Jogue comigo!”, ordenou a Rainha. “E você tem que me deixar ganhar, ou eu cortarei a sua cabeça!” Alice tentou jogar o melhor que podia, mas ela teve problemas com o seu flamingo. “Cortem a cabeça!” gritou a Rainha. De repente um trompete começou a tocar lá de longe, chamando toda a corte para uma reunião.
Todos correram para a sala de reunião. “Agora é a hora da sessão do tribunal,” anunciou o Coelho Branco, “Por favor, Alice, venha para frente?” Alice foi para o palanque e olhou para os jurados, que eram a Lebre de Março e o Chapeleiro Maluco, e estavam fazendo barulho. O Rato dormiu e o Gato Risonho sorriu para ela. “O que está acontecendo?” perguntou Alice. “Você é culpada por roubar as tortas deliciosas em forma de coração” acusou a Rainha de Copas. “Quanta besteira.Eu não faço a menor ideia do que você está falando! Eu só estava jogando críquete,” reclamou Alice.
Alice sentiu alguém tocar seu ombro. “Acorde, você está dormindo por muito tempo”, disse sua irmã com carinho. “Eu tive um sonho muito estranho”, disse Alice. E ela contou para sua irmã sobre o Coelho Branco, sobre a história maluca da mesa de chá, sobre a Rainha de Copas e sobre o tribunal. Mas sua irmã nem prestou atenção. “Você está lendo de novo…” murmurou Alice. E quando ela se espreguiçou, ela viu um coelho branco com olhos cor de rosa correndo para trás de uma árvore.

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