O Gato de Botas

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“Um gato? Isso foi tudo o que meu pai deixou pra mim? Um gato?” pensou o mais novo dos três irmãos. “Ele deu um moinho para meu irmão mais velho e um burro para meu outro irmão. Mas tudo que eu mereço é um gato, eu acho.” Ele era muito pobre. Que decisão estranha o pai teve que tomar antes de morrer.
“Meus irmãos podem trabalhar ou no moinho ou com o burro. Eles podem ganhar um dinheiro honesto e viver bem desse dinheiro. Mas e eu? Não posso nem comer um gato…” reclamou. O gato pulou no seu colo, tossiu como se quisesse dizer alguma coisa, e depois realmente falou com uma voz humana. “Mestre, desculpe interromper seus pensamentos, mas você me parece preocupado, e como agora você é meu dono, gostaria de fazer um juramento, farei você rico e feliz,” disse o gato. “Não sei como, mas eu consegui entender o que você disse,” disse o filho, depois que se conformou que o gato começou a falar como gente. “Mas como seria possível você me ajudar?” perguntou. “Por favor, meu Senhor, tente não ser tão pessimista. Ao invés disso, encontre um par de botas e uma bolsa qualquer para mim. Essas serão as únicas duas coisas que lhe pedirei. Em troca, farei que o senhor se case com a princesa do reino.”
Ele não teve escolha. Logo entregou ao gato um pequeno par de botas e uma bolsa.
O gato pulou nas botas, puxou-as para cima e com um movimento muito elegante, colocou a bolsa por cima do ombro.
Ele foi até o bosque. Colocou sua bolsa no chão e a cobriu com folhas de árvores. Logo um coelhinho foi direto para dentro da bolsa. O gato não podia esperar. Ele fechou a bolsa e foi direto para o palácio.
Os guardas reais nem tentaram parar o gato - eles estavam tão chocados em ver um gato de botas! E o gato entrou no salão do trono.
“Esse é um presente do meu nobre e lindo mestre - Marquis Carabas!” disse o gato, e pegou o coelhinho assustado. “Agradeça a Marquis e diga para ele que gostei muito!” disse o rei. A jovem princesa que estava sentada ao lado do seu pai, de repente se animou.
Uma semana se passou, e o gato novamente pegou sua bolsa. Dessa vez, ele deixou aberta no meio de um campo de milho, e colocou um punhado de grãos para atrair os pássaros. Em um instante, dois patos correram para dentro da bolsa, e novamente o gato a fechou. O rei ficou mais uma vez agradecido pelo presente. E isso continuou por alguns meses. Todas as vezes o gato levava diferentes animais para a Majestade.
Um dia, o gato astuto, decidiu colocar a próxima parte do seu plano em ação. Ele tinha certeza de que ao meio dia, o treinador do rei iria passar pelo rio perto da casa deles. O gato levou seu mestre para o rio e disse baixinho, “Eu sei que eu te disse que não lhe pediria mais nada, mas agora estou pedindo que você confie em mim mais uma vez, e tire suas roupas.” “O que? Agora? Ah, de jeito nenhum vou fazer isso”, disse o mestre do gato. “Por favor? Confie em mim, nada de ruim vai acontecer.”
Marquis Carabas tirou suas roupas e foi para o rio. Quando ele fez isso, o som dos cascos dos cavalos quebrou o silêncio e o gato começou a gritar, “Socorro! Socorro! Marquis Carabas foi roubado e o deixaram sem nenhuma roupa!”
O treinador parou e a cabeça do rei foi para fora da janela. “Bom dia, Majestade! Fico feliz em finalmente lhe apresentar meu mestre - o Marquis em pessoa,” disse o gato, apontando para o homem na água. “Infelizmente os ladrões levaram as roupas e o cavalo do meu mestre e ele encontra-se nessa situação um tanto delicada agora.”
O rei imediatamente ordenou que um conjunto de roupas fosse entregue a Marquis e o convidou para se juntar ao passeio pelo rio. Quando subiu no barco, Marquis Carabas olhou a princesa. Ela ficou com as bochechas vermelhas, pois ele era realmente um homem lindo, do jeito que o gato havia descrito.
O gato estava ocupado. Ele foi correndo na frente o mais rápido que podia, até alcançar alguns homens do campo que estavam trabalhando em um terreno. “Olá, gente boa! O Rei está a caminho daqui. Se por acaso ele perguntar de quem é esse terreno, digam que é do Marquis Carabas. Se vocês não disserem isso, farei picadinho de vocês”.
O Rei perguntou aos trabalhadores de quem era aquele terreno. Eles responderam rapidamente que era do Marquis Carabas.
O gato continuou correndo na frente e encontrou com alguns ceifeiros. “Olá, gente boa! O Rei está a caminho daqui. Se por acaso ele perguntar de quem é esse campo de milho, digam que é do Marquis Carabas. Se vocês não disserem isso, farei picadinho de vocês”.
O Rei parou novamente. “A quem pertence essa terra que vocês estão trabalhando?” perguntou o Rei, esperando ter a mesma respost de antes. Os ceifeiros confirmavam que pertencia a Marquis Carabas. O Rei ficou satisfeito e a princesa estava fascinada.
Por fim, o gato chegou em um castelo governado por um ogro. “Quem é você e o que veio fazer aqui no meu castelo?” perguntou o ogro, com uma voz de dar medo. “Eu vim dizer que o Rei está vindo nessa direção. Caso ele pergunte de quem é esse castelo, você deve dizer que…”, mas o gato não conseguiu finalizar a frase, pois o ogro estava rosnando.
“Quem você pensa que é para dizer o que eu devo falar?” disse o ogro. E de repente ele se transformou em um leão. O gato se recompôs e riu. “Ahaha! Essa foi engraçada! Eu já sei sobre esse seu truque. É fácil se transformar em alguma coisa do seu tamanho. Mas tente se colocar no corpo de um animal pequeno, como um esquilo, ou… um rato. É impossível!” disse o gato, desconfiado. “Impossível?! Impossível?! Então veja isto!” respondeu o ogro.
E num piscar de olhos um ratinho estava guinchando aos pés do gato. O gato já estava esperando por isso, Nesse momento, ele pulou em cima do rato e o matou.
Logo depois o Rei chegou ao castelo. Ele foi lá porque estava curioso em visitar.
O gato encontrou o Rei nos portões e disse. “Sejam bem vindos ao castelo de Marquis Carabas!” O Rei entrou no castelo, seguido de sua filha e Marquis.
O Rei gostou muito do que viu e disse a Marquis que ele ficaria muito feliz se sua filha se casasse com um homem tão jovem e fino. Marquis agradeceu pela honra e se ajoelhou diante da princesa.
Eles se casaram e viveram felizes para sempre. O gato se tornou um nobre. Começou até a usar luvas e caçava ratinhos apenas por diversão.

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